Palhaços transformando a rotina por onde passam com arte e riso. A Companhia do Gesto leva espetáculos e oficinas de palhaço para centros de acolhimento e hospitais do Rio de Janeiro.

Quero saber as novidades do projeto:

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Casa do Catete e Dalva de Oliveira

25/07/2008

Dia 7 de agosto iniciamos o mês de atividades no Centro de Acolhimento da Casa do Catete. A cada do Catete atende mulheres adolescentes e idosas, é pequenino e acabou de abrir as portas. O clima é de uma “casa” mesmo.

A própria direção da Casa sugeriu que ampliássemos o alcance do projeto convidando a comunidade do entorno da casa para os espetáculos e chamando funcionários e adolescentes do centro de Acolhimento Dalva de Oliveira (Botafogo) para participarem das oficinas e atividades.

Achamos as idéias ótimas. E nossa expectativa é grande para o início do trabalho.

Um grande abraço para a Casa do Catete. Nos vemos no dia 7.

 Ana Carina

Atividades no Pinel suspensas

10/07/2008

É uma grande tristeza, mas as atividades do projeto Rir é Viver no Instituto Philippe Pinel foram suspensas. Depois de três semanas de tentativas e várias propostas de ajustes na programação, tomamos a difícil decisão de suspender o Rir é Viver no Pinel.

Os problemas foram, basicamente, de mobilização interna e a impossibilidade de disponibilizar os funcionários dos diversos setores para as oficinas (cada setor está trabalhando no limite mínimo de funcionários, que não poderiam ser destacados para as atividades e também não conseguiam participar delas fora do horário do trabalho).

A despeito de termos sido muito bem recebidos pela diretoria e pela equipe de saúde do trabalhador, a realidade interna muito difícil e precária demonstrou a impossibilidade de o Rir é Viver acontecer naquele momento, ali.

Nós ficamos muito tristes. Sabemos que os profissionais e o espaço precisam muito de um respiro e que poderíamos estar juntos, contribuindo de alguma forma.

Mas nossa proposta de trabalho não é de apenas realizar espetáculos eventuais. É uma proposta de “ocupação”, que exige também da instituição que nos recebe parceria e mobilização para que o trabalho traga algo de novo e positivo como resultado.

Dessa forma, resolvemos suspender as atividades e, quem sabe, num futuro próximo, com mais condições internas que viabilizem nossa presença ali, tentarmos novamente.

Agora, teremos uma nova instituição substituindo o Pinel. Será o Centro de Acolhimento do Catete, que atende a adolescentes mulheres e idosas. Em breve a agenda da nova instituição, que começa em agosto.

Um grande abraço carinhoso para o Pinel e as pessoas que nos receberam ali. Até a próxima.

Ana Carina

Rir no Instituto Philippe Pinel

11/06/2008

O Rir é Viver aporta no Instituto Philippe Pinel. Estamos ansiosos por começar o trabalho que, infelizmente, teve sua agenda adiada em uma semana por conta de problemas de saúde na equipe do Rir.

Semana que vem, começamos com o espetáculo Cláun! Palhaços Mudos no pátio, seguimos com a oficina quarta. A “ocupação” do Pinel pelos palhaços do Rir é Viver vai até julho.

A Companhia do Gesto já teve experiências fantásticas apresentando nossos espetáculos no Pinel, em tempos passados. Muito bom tê-los como novos parceiros no projeto Rir é Viver. Bem vindos!

Já tomou sua dose de palhaço hoje?

Um abraço

Ana Carina

No Raul Seixas, um mês para deixar saudades.

10/06/2008

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O Rir é Viver foi recebido com muito carinho, por todos, funcionários e adolescentes. Os espetáculos aconteceram no dormitório das meninas, e era uma festa, com a platéia espalhada em tatames e palhaços se divertindo muito! Muitas risadas. Também levamos alguns adolescentes ao teatro Laura Alvim, para assistir a “Maria Eugênia”. E no último dia da oficina, reunimos funcionários e adolescentes para praticar Chi Kung!

Saudades…

A próxima é o Instituto Philippe Pinel, no mês de junho, nossa nova parceira!

 Um grande abraço e nossa gratidão à Rede Acolhedora que abriu as portas de seus abrigos e casas de passagem para o projeto durante um ano. Aliás, “acolhedora” é uma excelente palavra para descrever como fomos recebidos em cada um desses lugares.

Para curtir e lembrar: tem mais fotos do Raul Seixas na Galeria do site.

Inté!

Ana Carina

Raul Seixas

7/05/2008

Começamos esta semana as atividades  na Casa de Passagem Raul Seixas. Nosso primeiro encontro com os funcionários aconteceu na segunda e na próxima sexta estaremos apresentando o espetáculo “Cláun! Palhaços Mudos”.

A Raul Seixas atende cerca de 20 adolescentes e tem uma equipe de um pouco mais de 20 pessoas trabalhando. Os adolescentes são incentivados a terem uma vida normal, escola, trabalho, lavar louças, passeios, cursos, etc.

Para nós, estamos entrando em um novo mundo. Isso talvez, tenha sido o mais rico de toda a experiência dentro do projeto: nenhum espaço, nenhuma das instituições é igual à outra. Pessoas, universos, necessidades, tudo sempre novo, sempre diferente, sempre desafiador, sempre encantador.

Para palhaços, nada pode ser mais rico do que esse contato renovado com gente.

E continuamos no Teatro, com Maria Eugênia. Sábados e domingos, às 17, no Laura Alvim.

Apareçam para terem sua dose semanal de palhaço!

Um abraço,

Ana Carina

Rir é Viver no Laura Alvim

8/04/2008

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Into das mulheres

23/03/2008

O Rir é Viver começa amanhã sua terceira semana de atividades no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, com o espetáculo “Cláun! Palhaços Mudos”, na pediatria. Os espetáculos “Grand Circo de um Homem Só” e “A Menor Máscara do Mundo” já passaram pelas enfermarias das crianças e dos idosos, e a oficina terá sua última aula nesta quinta-feira, 20.

A grande surpresa, já no primeiro dia de atividades foi uma turma totalmente formada por mulheres. Já havíamos notado a predominância feminina nas oficinas, em todas as instituições. Mas nunca havia acontecido de uma turma de 20 pessoas ser totalmente formada por mulheres: psicólogas, enfermeiras, assessoras, secretárias, funcionárias administrativas, serventes… Todas mulheres.

Na ortopedia, a predominância entre os médicos é de homens. Segundo as meninas que estão fazendo a oficina, uma das razões possíveis é que a ortopedia é uma especialidade médica que exige força física nos tratamentos e cirurgias. E também força no estômago, considerando os instrumentos utilizados e a forma como são utilizados para lidar com nossa estrutura óssea.

Bom, o fato (que nos surpreendeu muito) é que nenhum médico, nenhum homem, tenha se insteressado pela oficina.

O que acontece é que, para nós, tão importante quanto estar presente na atividade, é querer estar presente. Por essa razão fazemos questão de divulgar antes em cada instituição as atividades do Rir é Viver, com auxílio e parceria das direções e coordenações de setores internos, para que os funcionários e profissionais se interessem e queiram participar.

Nunca esperamos que num primeiro contato, numa primeira vez dentro da instituição, haja uma compreesão total do que estamos propondo. Nada acontece tão imediatamente. Nosso desejo é construir, pedrinha por pedrinha, um passo de cada vez, ganhar a confiança e, principalmete, dar continuidade ao trabalho.

Em seu primeiro ano, o Rir é Viver é uma sementinha. Esperamos que ela brote, que venham os frutos nos devidos tempos de cada pessoa, cada instituição por onde passamos, e em nós mesmos.

VIRANDO O JOGO

Temos vivenciado a resposta disso dia após dia: Na enfermaria dos idosos, a apresentação de “A Menor Máscara do Mundo” nos demonstrou que este caminho é possível. Ao chegarmos, fomos tomados por muitas dúvidas.

Foi preciso fazer uma revolução no espaço: macas mudando de lugar, arreda pra cá, vai pra lá, abre espaço para montarmos a estrutura do espetáculo. Ficamos num cantinho, assim, meio diagonal, meio apertadinhos. Na “platéia”, entre internos, funcionários, acompanhantes e enfermeiros, umas 20 pessoas.

E tinha gente com dor, gente que ia operar naquele dia, gente que tinha sido operado e estava se recuperando, gente que não queria saber de riso. Tudo nos indicava um clima difícil para a realização de um espetáculo.

Que fazer? Botar o nariz e fazer o espetáculo, foi o que fizemos.

Saímos pelos corredores do andar, os quatro palhaços enrolados em toalhas, e já neste primeiro contato as coisas começaram a mudar. Sensibilidade, aproximação, olho no olho, um bom tanto de cara de pau, e os risos começaram a chegar.

Começamos o espetáculo com uma das platéias mais calorosas que já tivemos, que mesmo com limitações sobre as macas, nos acompanhou atentamente, riu muito, riu até chorar, participou e aceitou nosso pacto de palhaços por alguns instantes de alegria, esquecendo todo o resto, adversidades, dores ou tristezas.

Foi uma tarde e tanto aquela. Ao fim do espetáculo estávamos ali com eles. Ouvindo seus risos e suas histórias. E cada olhar tinha mudado. Tudo parecia mais leve, mais feliz. Dona Elza foi confiante para a operação do braço, sua filha ficou tranqüila e sorridente esperando. Jéssica, que estava deprimida após a operação por ter caminhado a primeira vez com muita dificuldade, ficou feliz, parecia certa de que ficaria bem, havia recebido alta.

Transformação.

Essa palavra é a melhor síntese do que aspiramos. No Rir é Viver e nas nossas vidas, como artistas e pessoas.

Muito obrigada Into.

E até amanhã, com uma nova dose de palhaço.

Ana Carina

Alegria, alegria

13/03/2008

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Quando comecei a trabalhar no projeto Rir é Viver, tudo era novo pra mim. Nunca tinha ido a um asilo, creche ou orfanato para realizar um trabalho de documentação fotográfica. Não sabia muito bem o que iria encontrar, e qual o impacto que este novo tipo de convivência traria para a minha vida.

Meu primeiro trabalho foi no Abrigo Cristo Redentor, onde pude presenciar uma realidade que até então passara desapercebida. Travei contato com pessoas que possuem, além da idade avançada, uma carência afetiva que só aqueles que nutrem verdadeiro amor podem suprir, e que na maioria das vezes, não estão mais lá. Dentro destas pessoas, crianças e idosos principalmente, existe um balão sempre na iminência de ser estourado, que os faz querer se emocionar e ter de volta uma alegria que fica embaçada pela dura realidade de suas histórias.

Mesmo não subindo ao palco, emocionei-me por poder quebrar suas rotinas, e ver as enrijecidas  articulações do rosto se moverem,  para expressar um sorriso que há muito tempo não havia razão de ser. 

Vi alguns olhos brilharem e lacrimejarem, resgatando qualquer coisa que havia de bom em algum momento de suas vidas, e que pelas 
circunstâncias, acabam guardadas num cantinho de suas memórias. Vi um processo de cura sem remédios. Vi que a endorfina, enfim, teve motivo para mais uma vez circular pelo sangue daqueles cujos dias são iguais, sem motivação ou novidades. Experimentei a ótima sensação de documentar um trabalho que certamente deixará uma marca positiva na vida de todos os envolvidos. Mesmo que breve, naquele dia, naquele momento, fez com que resgatassem o objetivo mais importante que pode haver. A alegria de viver.

Bruno Poppe
Fotógrafo

Despedida da Casa do Alto

13/03/2008

Ontem, fizemos nosso último espetáculo na casa do Alto - A Menor Máscara do Mundo. Por motivos de saúde de integrantes do elenco, tivemos que adiar a apresentação de fevereiro em duas semanas e ontem, apesar do céu ter ameaçado uma grande chuva, tudo correu bem.

O espetáculo foi divertido, o carinho dos residentes do abrigo nos aqueceu. depois do espetáculo um bate-papo animado e bem humorado com todos. Só temos a agradecer. Como profissionias de teatro, esse contato com gente, tão próximo, tão vivo e tão rico, é enriquecedor, nosso alimento da alma.

O que me lembra que a chuva que ameaçou mas não caiu ontem nos pregou uma peça antes: durante a apresentação de Cláun! Palhaços Mudos, no meio do espetáculo, as gotas começaram a cair do céu. Interrompemos o espetáculo, foi um corre-corre para tirar todo nosso equipamento de luz e som do pátio antes  que tivéssemos problemas. Nos mudamos todos, a platéia inclusive, carregando suas cadeiras, para dentro do pequeno refeitório e lá remontamos tudo e retomamos o espetáculo de onde havíamos parado. No final, muito riso e o pacto com a platéia que nos acompanhou até o fim.

Valeu muito, Casa do Alto.  Todos esses momentos ficarão muito bem guardadinhos na nossa memória e coração.

Abraços

Ana Carina

Hortelã, cidreira e capim-limão

21/02/2008

Na noite de segunda, quando começamos a segunda turma de oficina da Casa do Alto, em algum momento entre as atividades me aproximei da janela. O ar da noite trouxe um forte cheiro de hortelã.

Olhei ao redor e descobri nos dois canteiros da área externa do abrigo uma pequena horta. Muitos pés de hortelã, um grande arbusto de capim limão e um pé de cidreira. Tudo ali, perfumando a noite. Ontem, conversando com a diretora Adriana, soube que a horta foi criada alguns meses após a abertura do abrigo (há três anos) e que é dali que saem os chás para o fim de noite dos idosos. Também tem coentro e outros temperinhos. Eita lugarzinho simpático essa Casa do Alto.

Ontem foi o último dia de aula das oficinas, muito animado. No fim de noite, tivemos apresentação do espetáculo “Grand Circo Sem Lona de Um Homem Só”, com Luís Igreja. Foi uma grande farra. “Sorpreendente” e “Ináudito”, como disse seu Pedro Ortega, um dos residentes.

Semana quem vem mais dois espetáculos: A Menor Máscara do Mundo e Cláun! Palhaços Mudos. Com direito a cheiors e chás.

Um abraço,

Ana Carina

Rir é Viver orgulhosamente usa o WordPress

Agenda

Casa do Catete

Espetáculos:

Em agosto, todas as quintas, às 18h.

Dia 7 - Cláun! Palhaços Mudos

Dia 14 - Maria Eugênia

Dia 21 - Grand Circo Sem Lona de Um Homeme Só

Dia 28 - A Menor Máscara do Mundo

Oficinas:

Terças e quartas de agosto, às 17h. Dias 13, 19, 27 e 2 de setembro.

Maio, Casa de Passagem Raul Seixas

Oficina segundas e terças, das 16h às 19h, dias 05, 13, 19 e 27 de maio.

Espetáculos, sempre às 18h:

Cláun!Palhaços Mudos, sexta, 9 de maio.

Maria Eugênia, sexta, 16 de maio.

Grand Circo Sem Lona de um Homem Só, quarta, 21 de maio.

A Menor Máscara do Mundo, sexta, 30 de maio.

Maio na casa de Passagem Raul Seixas

Em maio, o projeto Rir é Viver chega à casa de passagem Raul Seixas, que atende adolescentes, na Praça da Bandeira. Em breve, a agenda semanal da instituição estará disponível aqui, no site.

Rir no Teatro

No mês de abril, o Rir é Viver acontece no Teatro Laura Alvim. As instituições parceiras que participaram ou participam do projeto interessadas em levar seu público atendido ao teatro, podem entrar em contato conosco para viabilizarmos a ida ao teatro.

Maria Eugênia e Rir é Viver no Laura Alvim

O Rir é Viver estréia o espetáculo Maria Eugênia no Teatro Laura Alvim, em Ipanema (RJ) no dia 5 de abril. A

 temporada terá dois meses e faz parte da programação do projeto, apresentando à sociedade um pouco do que tem acontecido no nosso cotidiano junto às instituições que participam do Rir.

Simultaneamente, as atividades continuam nas instituições até o fim de junho.

Março no INTO

Rir é Viver no Instituto de Traumatologia e Ortopedia.

Oficinas:

Todas as quintas, de 9h às 12h

Espetáculos:

Segunda, 10 de março - Grand Circo Sem Lona de Um Homem Só (Pediatria);

Quarta, 19 de março - A Menor Máscara do Mundo (Geriatria);

Segunda, 24 de março - Cláun! Palhaços Mudos (Pediatria);

Segunda, 31 de março - Maria Eugênia (Geriatria).

Procura-se Hugo

A Companhia do Gesto está em cartaz com seu novo espetáculo infantil, Procura-se Hugo, no teatro do Oi Futuro (Flamengo, RJ). Trata-se de um musical com texto de Diléa Frate e músicas de Tom Zé, André Abujamra e Guilherme Arantes. Vale conferir, sempre sábado e domingo, 16h.

Abril de oficinas - Corpo e Voz

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Nova oficina de Teatro Gestual da Companhia do Gesto, com Luís Igreja e de Voz com Isadora Medella durante o mês de abril, noEspaço Café Cultural (Botafogo). Sempre de  segunda a quinta, de 9h às 13h. Cada oficina terá dois módulos.  Informações e inscrições pelo telefone 2556-5265.

Fevereiro - Centro de Acolhimento Floriano Lemos

Oficinas:

Segundas e quartas, dias 11, 13, 18 e 20 de fevereiro. Das 18h30 às 20h.

Espetáculos:

Maria Eugênia, dia 13, às 20h30; Grand Circo Sem Lona de Um Homem Só, dia 20, às 20h30; A Menor Máscara do Mundo, dia 25, às 18h; e Cláun! Palhaços Mudos, dia 28, às 18h.

Como toda a programação acontece ao ar livre, está sujeita a alterações em caso de chuvas e trovoadas.

realizacao e patrocinio